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O marketing digital está sempre com uma novidade para atrair consumidores. E uma das tendências que tem se destacado é a estratégia de gamificação. 

Ao invés de realizarem promoções ou oferecerem vale-descontos para quem recomenda a marca, as empresas estão apostando nos jogos de interação para conseguir o engajamento do público de maneira lúdica.

Veja neste artigo o que é e como usar a gamificação no marketing para gerar mais engajamento com clientes e leads.

O que é gamificação?

Gamificação é o processo de integração de mecânicas de jogos em um sistema preexistente, produto ou serviço para motivar usuários a realizar determinada tarefa/ação.

A gamificação alcança seu ápice quando usa os princípios da ciência motivacional para transformar tarefas desinteressantes em experiências interativas e engajantes. Quando você gamifica interações de alto valor com consumidores e parceiros, é capaz de aumentar vendas, gerar colaborações mais sólidas, aumentar seu ROI, estimular lealdade com a marca e aumentar a satisfação dos clientes. 

O processo de gamificação normalmente utiliza elementos de game design para aumentar o engajamento dos usuários. 

Com isso, no contexto do marketing, gamificação é quando as marcas usam um formato de jogo popular para promover um novo produto ou serviço enquanto oferece recompensas alcançáveis. 

Essas premiações se provaram mais valiosas e compartilháveis quando comparadas a premiações genéricas que outros meios de divulgação costumam oferecer ao final das campanhas. 

Por que usar a gamificação no marketing?

A gamificação é eficiente porque usa gatilhos mentais para poder gerar maior engajamento. Se normalmente uma campanha de marketing foca apenas no CTA para uma ação final, a gamificação entretém o usuário durante o processo de interação com o conteúdo. 

Isso aumenta as chances de criar uma relação com a marca e garantir uma conversão após o “jogo”. Dessa maneira, pode ser usada junto das demais estratégias de inbound marketing para garantir resultados sólidos no marketing digital.

Mas quão eficiente é a gamificação? Existem alguns cases de sucesso que mostram o poder da abordagem:

  1. A Verizon Wireless, empresa de telefonia estadunidense, aumentou o tempo de visita em seu site em 30% com metade dos usuários depois de usar pontos e insígnias para gamificar o site;
  2. A Volkswagen na China conseguiu viralizar um processo de financiamento coletivo para conseguir 120 mil sugestões e 33 milhões de acessos;
  3. A Ford Motors aumentou vendas em mais de 8 milhões de dólares e impulsionou likes no Facebook em 600% com conteúdo gamificado. 

Além disso, em termos de benefícios diretos (com resultados variáveis de acordo com as estratégias aplicadas por cada empresa) podemos acrescentar:

  • Aumento no engajamento com usuários e clientes, reduzindo as chances do conteúdo ser descartado na visualização. Hoje, a atenção dos usuários está cada vez mais reduzida e é preciso usar gatilhos fortes para prendê-los;
  • Aumento considerável nas taxas de conversão garantido pela alta motivação dos visitantes em sites graças aos jogos e premiações. Esses prêmios podem ser insígnias, pontos ou algum item extra (ex.: complete esse jogo antes do seu pedido e ganhe um doce grátis);
  • Reconhecimento de marca e fidelização otimizados pela alta no engajamento com o conteúdo. 

Como funciona a gamificação?

As empresas criam estratégias que oferecem recompensas aos participantes que realizarem determinadas tarefas – tudo em forma de jogos. 

Dessa forma, os jogadores acabam conhecendo e podendo divulgar a marca e, em troca, recebem incentivos que podem ser desde prêmios físicos, descontos especiais ou até prêmios virtuais, como medalhas.

Apesar da forma lúdica e divertida, o negócio não é brincadeira. A Forbes mostrou em um artigo que, entre outras coisas, os jogos já fazem parte da realidade de muitas pessoas. Aproximadamente 2,5 bilhões de pessoas jogam em seus smartphones, computadores e videogames. 

Dessa forma, adaptar essa rotina para estratégias de motivação interna de funcionários (marketing interno) ou para atrair mais clientes (marketing externo) é muito mais fácil com essa cultura se expandindo para todo o globo. 

No artigo, explica-se que existem 2 gatilhos fundamentais para um jogo: esperança e medo. Com esses dois motivadores, é possível engajar colaboradores a adotarem posturas mais otimistas e predispostas (útil para incentivar aprendizado e motivar avanços em cargos e funções).

Mas também é possível usar os mesmos gatilhos para atrair clientes. 

Basta pensar que o primeiro gatilho vem da recompensa e o segundo é aliado aos outros gatilhos mentais conhecidos (urgência, escassez, prova social etc.).

Quando as pessoas almejam reconhecimento por algo, uma premiação ou um benefício, tomam uma ação. Elas esperam ganhar. Ao mesmo tempo, pesam os riscos e as chances de falha. 

Se o seu processo de gamificação no marketing inclui copywriting como “participe agora da campanha para encontrar o brigadeiro dourado e ganhe 1 ano de desconto em nossa loja”, há expectativa e um prêmio em vista. 

Agora, se a campanha inclui “campanha do brigadeiro dourado, encontre-o até dia [prazo curto] para ser um dos clientes VIPs por 1 ano”, as coisas mudam de perspectiva. 

Exemplos de ações de gamificação

No Brasil, a Decolar.com usou o jogo do Facebook MegaCity para atrair potenciais consumidores. 

Ao programar suas férias de inverno no mundo virtual, a Decolar divulga seus produtos e faz com que os jogadores cumpram metas como decolar e aterrissar aviões, arrecadar lucros de hotéis e trocar cartões postais. 

A mecânica leva os usuários a curtirem a fanpage da marca no Facebook – o que é também uma forma de colocá-los em contato com as vantagens de organizar suas férias com a ajuda da agência.

Já em Estocolmo, na Suécia, uma campanha para conscientizar o sexo seguro distribuiu pela cidade camisinhas com QRCode. Através do código, as pessoas acessavam um aplicativo que mensurava o ritmo, som e duração da relação sexual delas, criando gráficos. 

As pessoas podiam divulgar seu desempenho num site e a partir daí encontrar parceiros que tenham o mesmo perfil sexual que o delas. Veja essa ação clicando aqui.

O importante é que as gamificações tenham sentido com as personas. Não faz sentido desenvolver um processo complexo e completamente digitalizado se seu público não tem hábito de usar diferentes aplicativos e conectar contas através da internet. 

Dicas de gamificação no marketing

1. Incorpore jogos reais

Ao incorporar a gamificação no seu negócio, não é necessário sempre criar algo do zero e pensar na estratégia mais inovadora e disruptiva do mundo. Usar o caminho mais simples corta tempo, recursos e leva a resultados mais rápidos.

O serviço de assinatura de roupas de aluguel Gwynnie Bee simula a diversão e as chances de vitória de uma raspadinha. 

Essa estratégia de gamificação popular incorpora um elemento já conhecido do mundo real para premiar os inscritos na lista de e-mail e com isso expande a ação da marca. 

2. Implemente um programa de recompensas por fidelização que também seja um jogo

Recompense a fidelização de seus clientes ao usar um sistema que incentiva essa relação entre consumidor e marca. Programas de recompensas por fidelidade (cartões de pontos, descontos progressivos etc.) são gamificados por princípio.

Por exemplo, quanto mais dinheiro gasto em produtos e serviços da sua empresa, mais pontos os consumidores podem receber. Quando um cliente chega a um número suficiente de pontos, ele pode sacar descontos significativos em compras futuras. 

A Starbucks, por exemplo, tem um programa reconhecido nesse sentido. Conforme os clientes aumentam seus gastos, são recompensados com pontos que podem ser usados em compras futuras. 

Esse processo, inclusive, pode levar a um ciclo de reforço positivo. Ou seja, quanto mais os clientes gastam, mais pontos ganham, quanto mais pontos ganham, mais descontos têm, com mais descontos, compram mais e com mais frequência, e assim sucessivamente.

3. Incentive a interação entre consumidores

Um dos principais objetivos da gamificação no marketing é aumentar a interação dos consumidores com a marca. 

Por exemplo, é possível dar pontos aos participantes que engajam com as redes sociais, sites e newsletters para incentivar futuras interações.

E essas interações não precisam ser apenas dos usuários com a marca, mas podem ser também entre eles.

A Samsung teve a ideia certa quanto a isso ao aumentar a interação entre usuários com uma função em seu site que permite aos consumidores discutir problemas e assistir a vídeos. Os participantes mais ativos recebem uma medalha que pode ser exibida na interação.

Já o software de línguas estrangeiras Duolingo criou uma estratégia de gamificação em quatro passos em seu aplicativo para smartphones para tornar o aprendizado de línguas mais divertido e interativo. 

Os desenvolvedores do Duolingo sabem que aprender uma nova linguagem toma tempo e pode ser desgastante, por isso, incentivam os usuários a quebrar as tarefas de aprendizado em ações menores. 

A facilidade em cumprir os poucos minutos de aprendizado diário incentiva os usuários a voltar no dia seguinte e eles são recompensados com prêmios caso sejam capazes de manter a frequência no app. 

Gatilhos externos como notificações por celular e e-mail trazem os usuários desconectados de volta e uma barra de progresso e sistema de pontos faz com que os usuários possam competir com pessoas ao redor do mundo no aprendizado da mesma língua.

4. Integre a gamificação no seu negócio ao criar uma competição

Se você está procurando uma gamificação no marketing para auxiliar suas estratégias de reconhecimento de marca, competições são a melhor estratégia.

As competições são divertidas para os participantes e podem aumentar a visibilidade e a interação com a marca. Além disso, possuem grande apelo no gatilho de prova social, destacando o vencedor para os outros participantes. 

Um exemplo popular disso foi a campanha multimilionária do McDonalds com a Monopoly. Esse torneio anual trouxe reconhecimento e movimentou a marca do McDonalds por muitos anos e, em 2017, um prêmio de 65 milhões de dólares estava em todas as manchetes de jornais estadunidenses. 

O grande ponto dessa competição era que qualquer um poderia participar, desde que comprasse no McDonalds mais próximo da vizinhança para juntar as peças da competição. Não é nem preciso contar que a rede de fast-food fez milhões de dólares com a ação.

5. Cutuque o espírito competitivo da sua audiência

Lá no fundo, todos nós somos um pouco competitivos. Está na nossa genética evolutiva e é incentivado em nossa sociedade que busca sempre destacar vencedores. 

Ao implementar uma estratégia de gamificação, tente cutucar e acordar o espírito competitivo da sua audiência.

A Nike fez uma parceria com a Run Club que traduz muito bem essa ideia de unir pessoas pelo poder da comunidade e da competição.

O aplicativo em questão permite que os usuários personalizem os próprios treinamentos com base no nível de cada um. Isso permite que as pessoas completem desafios para ganhar troféus e insígnias. 

O aplicativo Run Club é muito bom em engajar com usuários competitivos, e faz questão de relembrar a quem usa da marca da Nike de tempos em tempos. 

 

É fundamental entender as estratégias de marketing digital como um todo para aplicar a gamificação. Mas, ao entender quais são os gatilhos mais importantes para sua persona, os resultados virão.

Para mais informações e dicas sobre marketing e negócios, acesse o blog da E-Dialog.