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Veja neste artigo detalhes sobre o novo update do Google, o Core Web Vitals, e entenda melhor o que mudou com essa atualização no algoritmo da plataforma de busca.

Como funcionam as atualizações do Google?

O principal objetivo do Google enquanto plataforma de busca é oferecer aos usuários a melhor experiência de pesquisa possível. Isso significa que o algoritmo que cataloga e ranqueia as respostas e páginas exibidas está atrás da melhor correspondência possível.

Contudo, o comportamento dos usuários realizando as pesquisas, as tecnologias dos hardwares que realizam as buscas (computadores e smartphones) e a maneira como os sites se comportam, mudam o tempo todo. 

Dessa forma, para continuar entregando as respostas certas, o Google precisa estar em constante atualização. Antigamente, essas atualizações eram volumosas e até mesmo recebiam nomes. Hoje, são menores e ocorrem algumas vezes por ano, diluindo melhorias em pequenos pacotes inseridos nos algoritmos utilizados. 

Cada mudança é pensada majoritariamente nos usuários, então os sites e especialistas de SEO precisam sempre correr para realizar as mudanças e adequações necessárias – o que gera uma corrida de otimizações para se manter em dia com o Google.

Leia mais em: Algoritmo do Google: entenda seu funcionamento e principais atualizações

Busca do Google: entenda o processo por trás de cada pesquisa

Qual foi a principal mudança na atualização do Core Web Vitals?

Dessa vez, o foco do Google foi priorizar a experiência do usuário dentro das páginas através de seu Core Web Vitals, que mede a performance do site de acordo com a maneira como um usuário interage com uma página após entrar nela.

A alteração começou a valer no meio de Junho de 2021, com a experiência de usuário oficialmente contando como fator de ranqueamento para o SERP. Contudo, de acordo com o site Searchmetrics, apenas 4% dos sites em toda a internet estão de acordo com a atualização e apresentam um valor positivo nos três principais Core Web Vitals.

Por que o Google está realizando essa atualização?

A maioria dos sites não está se adaptando rápido o suficiente para se adequar às expectativas e parâmetros dos usuários. 

Em termos de otimização, é responsabilidade do Google refinar seu mecanismo de busca para os usuários, e é responsabilidade dos especialistas em SEO refinar os sites de acordo com os parâmetros corretos tendo em vista os usuários e não só o algoritmo.

Um exemplo clássico envolve uma das primeiras atualizações do Google, o Panda.

Até a época do Panda, não havia requisito mínimo de palavras em uma página, e o mais importante era uma correspondência de “palavra-chave” por página durante uma busca. 

Isso resultava em sites utilizando a estratégia Keyword Stuffing, que envolvia sobrecarregar as páginas de sites e blogs com termos de busca sem entregar um conteúdo verdadeiro.

O algoritmo, então, lia o número de palavras-chave e entendia que a alta correspondência implicava em conteúdo rico e de alta qualidade sobre o tema, ranqueando as páginas em primeiro lugar. Contudo, quando usuários chegavam nas páginas, não encontravam valor algum, apenas sequências de frases usadas para destacar as palavras-chave. 

Ou seja, os responsáveis pelos sites otimizavam seu conteúdo para o algoritmo, buscando uma primeira posição na pesquisa apenas pela colocação em página, sem atender de fato ao usuário final.

Com a atualização do Panda, os responsáveis pelos sites foram obrigados a pensar mais na experiência do usuário e tiveram que contratar especialistas de SEO para consertar o texto sobrecarregado. 

No caso da última atualização do Core Web Vitals, o Google não só aponta a direção a ser seguida, como diz que se um site estiver de acordo com os novos parâmetros, os visitantes terão 24% menos chance de abandonar o site. 

Mas quem acha que as coisas vão acalmar depois dessa mudança mais radical está profundamente enganado. O Google planeja mais mudanças para 2021 que teve em 2020, um indicativo de possíveis alterações significativas em Core Web Vitals.

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O que são os Core Web Vitals?

Os Core Web Vitals são fatores considerados importantes para o Google em termos de experiência em página. Em Maio de 2020, a empresa anunciou que sinais de experiência de página seriam incluídos no ranqueamento de SERP, incluindo os seguintes fatores:

  • experiência mobile;
  • navegação segura;
  • segurança HTTPS;
  • ausência de pop-ups intrusivos.

Tudo isso com o foco em melhorar a experiência do usuário ao entrar nos sites ranqueados na primeira página. 

Em novembro de 2020, o Google adicionou três novos sinais de experiência de página aos Core Web Vitals. Esses três pilares foram implementados no algoritmo de ranqueamento para SERP no meio de Junho. São eles:

  • Largest Contentful Paint (LCP);
  • First Input Delay (FID);
  • Cumulative Layout Shift (CLS).

Impacto das mudanças nos sites

Cada Core Web Vital tem sua própria dimensão de avaliação baseado no que é mensurado. Assim, para passar nos critérios e ranquear para experiência do usuário, os sites precisam de um “Bom” em todas as três categorias. 

Caso uma página não passe, ela corre o risco de não aparecer na busca orgânica, visto que o algoritmo do Google pode ranquear páginas mais “agradáveis” acima dela. 

O peso dessa mudança vai inicialmente ser pequeno para todos os sites, mas deve aumentar com o tempo, conforme mais e mais sites adotem as boas práticas exigidas pelo Google. Ou seja, aqueles que estiverem em dia com os Core Web Vitals irão ter uma vantagem competitiva no posicionamento em busca orgânica. 

Contudo, alguns sites serão mais afetados que outros.

Todos os websites que operam através de monetização, como sites de notícia, terão um desafio maior pela frente por conta do posicionamento dos anúncios no conteúdo. Sites com conteúdo mais simples ou menor não serão afetados de maneira tão dramática (como os institucionais). 

E mesmo que alguns sites fiquem de fora nesse primeiro momento, é mais do que provável ocorrerem novas atualizações no Core Web Vitals em breve, com parâmetros de usabilidade cada vez mais criteriosos e refinados. 

Como identificar o impacto do Core Web Vitals

Existem ferramentas gratuitas do Google que podem ser usadas para verificar o status do site e determinar quais páginas precisam de otimização para chegar a uma avaliação de “Bom” no sistema.

  • Google Search Console: Identifique como cada página ranqueia os grupos de páginas que precisam de otimização;
  • PageSpeed Insights: Diagnóstico de velocidade e problemas de carregamento em mobile e desktop;
  • Chrome UX Report: Relatórios customizados sobre a performance dos sites;
  • Chrome Dev Tools + Lighthouse: Mede e testa atualizações de páginas e otimizações locais em configurações de laboratório;
  • Web Vitals Extension: Mede as métricas de Core Web Vitals em seu site em tempo real no Google Chrome. 

O que os profissionais de marketing precisam saber sobre a atualização

A internet está em constante atualização. E isso é especialmente verdadeiro para as plataformas que utilizamos. Os Core Web Vitals não serão a primeira nem a última mudança no algoritmo do Google para priorizar usabilidade como fator de ranqueamento. 

Passamos da fase em que era necessário reforçar a necessidade de conteúdo de qualidade (ainda fundamental para entregar valor e experiência) e chegamos na etapa de melhor estruturação dos sites. Ou seja, saímos do conteúdo para a forma. 

O Google irá continuar a adicionar elementos à lista de fatores de ranqueamento com o tempo. Para quem ainda não planejou as avaliações de desempenho dos sites atuais e as próximas mudanças, a hora é agora. 

Realize uma auditoria em seu site. Isso irá ajudar a avaliar o estado atual do design, layout e identificará páginas que precisam de melhorias e otimização. 

Além disso, use as descobertas da auditoria junto da lista de fatores de ranqueamento dos Core Web Vitals para conseguir um “Bom” em todos os três pilares e garantir a continuidade do ranqueamento positivo no SERP.

Por fim, permaneça avaliando, otimizando e monitorando seu site e páginas para sempre estar em conformidade com os fatores de ranqueamento do Google Core Web Vitals. 

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