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Você mal acompanhou a febre de matérias espalhadas sobre o casamento do príncipe Willian com a plebeia Kate e já estava de olho no trending topics sobre a morte do Osama Bin Laden. Nesse meio tempo, seu amigo te enviou um link para o YouTube com um novo viral muito engraçado e você compartilhou com outros amigos, enquanto respondia a algumas janelas piscando pelo MSN sobre diversos assuntos. Publicou um novo post no seu blog e aproveitou para dar parabéns pelo Orkut a uma velha amiga, enquanto corria para o Tumblr para ver as novidades. Ufa! É tanta informação, várias janelas abertas no seu computador… Você realmente sabe o que está fazendo na Internet?

De acordo com a matéria A Internet está deixando você burro?, da revista Galileu, “uma pesquisa realizada pela Global Information Center da Universidade de San Diego, nos EUA, apontou que em 2008 cada americano consumiu cerca de 34 GB de informação por dia, o que equivale a assistir a 68 longa-metragens com definição de uma televisão comum ou ler 34 mil livros de cerca de 200 páginas num período de apenas 24 horas“. Assustador? Talvez, mas podemos analisar esta questão de duas formas. A primeira: com tanta informação, não estamos mais superficiais? A segunda: com tanta informação, não estamos desenvolvendo uma nova inteligência?

Para entender a primeira teoria, pense em você ao final do dia. Consegue se lembrar de tudo o que leu? O que absorveu com tanta novidade? E mais, se seu computador desligar durante o uso, consegue se lembrar de tudo o que estava fazendo antes? Para entender o que está acontecendo, a matéria da Galileu traz a seguinte explicação: o processo em que temos contato com uma nova informação é descrito como “memória curta” – é como se as ligações dos neurônios fossem ativadas, mas nada ficasse gravado. Por outro lado, se nos aprofundamos em algo, isso fica salvo, a “memória longa”. Ou nas palavras do cientista Eric Kandel, Nobel de Medicina: “para lembrar algo a longo prazo, você precisa prestar atenção e processar aquela informação profundamente. Nós não sabemos até que grau isso é comprometido quando usamos a internet”.

Porém, na segunda linha de pensamento, a nova inteligência vem do estímulo que temos na internet de produzirmos nossos próprios conteúdos, ao invés de, por exemplo, assistir a televisão passivamente. Para Don Tapscott, consultor de empresas como a General Eletric, em artigo para a Galileu, “o que conta não é mais o que você sabe: é o que você pode aprender. Hoje, o importante é processar as informações novas o mais rápido possível. Nós estamos na era da informação, onde, à medida que os empregos mudam, você não pode enviar seus empregados para outro treinamento. Nós precisamos aprender constantemente, pelo resto de nossas vidas”, explica.

Ao final deste texto, só nos resta perguntar: enquanto você lia o artigo você conseguiu se concentrar? O que você absorveu dele?

 

Para ler mais:

A internet está deixando você burro?

Socorro! É muita informação

Muita informação torna-se desinformação