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Abertura do pregão da NASDAQ


Temos observado nas últimas semanas uma movimentação intensa em torno da abertura de capital do Facebook. Feito o IPO, as altas expectativas não foram correspondidas e as ações, lançadas a 38 dólares, já chegaram a cair em mais de 30% (no momento em que escrevo o post a NASDAQ aponta as ações em 26,81 dólares).
Neste artigo, pretendo pontuar algumas considerações sobre o impacto disso no mercado digital.

Um fiasco?
Num momento de pico (logo no dia do IPO), as ações bateram 45 dólares.
“A diferença entre os US$ 45 e os US$ 26,83 é alta demais, segundo consideram alguns analistas, para uma empresa que está há apenas duas semanas cotando em bolsa.” Essa é a maior perda registrada desde 1995 para uma empresa com oferta pública de venda de ações acima de US$ 1 bilhão.
Não vou entrar no mérito financeiro da questão mas recomendo um artigo da Gizmodo sobre o porquê de quedas tão acentuadas e também a indicação de que não foi uma surpresa tão grande assim.
O ponto que tenho condições de analisar é o impacto disso no mercado digital.
E para quem trabalha e investe (ou pretende) em mídias sociais e Internet?
Essa pergunta do título já serve para pontuar uma questão. O sucesso ou fracasso do Facebook não é um teste de fogo para a Internet. É, sim, para a chamada web 2.0. O modelo de web colaborativa, que depende da participação ativa dos usuários. Por quê?
A Internet já teve seus momentos de “fogo” pouco antes da bolha do .com estourar em 2000 e atravessou outros momentos importantes como o IPO da Google em agosto de 2004. As redes sociais (ou mídia social – não vou entrar nesse mérito também) seriam um segundo momento.
É óbvio que hoje, com o direcionamento cada vez maior de verbas para esse setor da Internet, uma eventual quebra causa um forte impacto. Mas nada de apocalipse.
A bolha do ponto com foi um momento em que a empolgação passou e as empresas de Internet, que recebiam aportes bilionários, não apresentaram uma solução de lucro compatível. A longo prazo, as gigantes como Google e Yahoo sobreviveram mas outros foram ficando pelo caminho como o Netscape.
Ninguém tem uma bola de cristal para prever os próximos meses ou anos mas temos a história como plano de fundo. E também temos o presente, que é sim diferente de 2000. No Radar Tecnológico, encontrei estas ponderações:

– O Facebook já era uma empresa “semiaberta”. O oba-oba em torno da companhia já havia ocorrido.
– A General Motors afastou potenciais investidores com a notícia de que não anunciaria mais na rede social.
– Os investidores pensam na bolha da internet de 1999/2000 e aprenderam com ela.
– Pequenos investidores vão esperar para ver quando e se é viável comprar ação do Facebook.
– Dos 19 IPOs de empresa de mídias sociais em 2011, apenas três companhias estavam vendendo sua ações a um preço superior ao inicial no fim do ano.

Dentre os vários fatores que podemos considerar, é interessante notar que não houve extrema empolgação no IPO do Facebook e hoje a empresa é cotada a um valor menos otimista e mais realista. Obviamente, os lucros de Zuckerberg vão determinar se esse ponteiro sobe ou desce e, a princípio, está acesa a luz amarela.
Uma eventual queda enorme do Facebook pode ser o sinal de que o mercado de mídias sociais vai precisar de uma reformulação como sofreu o mercado de Internet no pós 2000.
Pelo que entendo, o mercado de mídias sociais está seguro (pelo menos, se a tendência atual não sofrer uma reviravolta enorme). Mesmo em um cenário pessimista (aí vai também um pouco de palpite), o que poderia acontecer é uma reformulação dos players atuais ou surgimento de novos players. Quase impossível prever se vai haver um ponto de saturação de redes como o Facebook mas, já sabemos, isso é possível (o Orkut é um exemplo).
A cada dia, o número de usuários da Internet cresce e o tempo de conexão de cada usuário também. Isso é o essencial. Se a população se move para uma mídia, essa mídia ganha espaço e, consequentemente, mais verba publicitária – afinal, o anunciante quer estar onde o público está.
E o Facebook? Bom, o Facebook é um ótimo termômetro do curto e médio prazo desse mercado. Vamos ficar atentos aos lucros de Zuckerberg nos próximos trimestres e, também, a qual vai ser a solução para capitalizar em tablets e celulares.