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Cerca de 50 anos antes das redes sociais entrarem no jogo político, Nieyemer preparava a casa...

Você já clicou em algum dos Trending Topics do Twitter que estavam relacionados à política? Qual a diferença evidente desses TT’s para outros? A conclusão chega a ser óbvia para quem clica. Independente do partido ou candidato, há, sempre, uma maioria de Retweets vindos dos que eu chamo, partidários (pessoas que definem o voto, com ou sem mídia social).

As questões que procuro discutir são: as campanhas políticas foram efetivas em sites como Twitter e Facebook? Foram conquistados novos eleitores? Houve engajamento de pessoas que, geralmente, não se envolvem com política?

À exceção de fã clubes e outros TT’s “não-espontâneos”, por assim dizer, a política nos TT’s tem sido apresentada na forma do mal e velho spam. Quantas pessoas não ligadas ao meio político estão realmente envolvidas na expressão desses TT’s? Em uma rápida pesquisa, confesso, acho poucos.

E é facil ver isso. Há vários tweets vindos de pessoas que tem no perfil logomarca das campanhas – ao entrar no perfil de muitos desses, só vemos frases direcionadas a um candidato (uma espécie de “panfleteiro” de Twitter). Alguns desses perfis são financiados por campanhas, outros se engajam naturalmente, por ideologia ou preferência, mas no final, pouco diferem – a panfletagem em favor de um candidato se torna evidente (não há espaço para mudança).

Não cabe aqui fazer julgamento se isso é bom ou ruim, cabe apenas detectar uma tendência: há pouco interesse do tuiteiro, em geral, nas mensagens em massa de campanha. Um movimento como o “Ficha Limpa”, alcançou relevância na imprensa e consistência por semanas no Twitter. Qual a diferença para os sazonais apoios partidários? A resposta é engajamento real.

Particularmente, como tuiteiro, às vezes me irrito com o excesso de campanhas “não-espontâneas”, seja para um político, seja em benefício de X ou Y. Além de durarem pouco tempo (por falta de interesse), o caráter de “spam” esvazia a mensagem de apoio.

O ditado diz que “política, religião e futebol: não se discutem”. O Twitter pode ser utilizado de várias maneiras e uma das mais efetivas (talvez, a mais efetiva) é a conversação, o diálogo. O desafio para quem cuida do Marketing das campanhas políticas é fazer o melhor uso possível da mídia social, a fim de alcançar o resultado positivo. Como equilibrar essa balança, entre “panfletagem/spam” e discussão construtiva?

A mídia social é veículo muito poderoso, se bem utilizado (a eleição de Obama provou isso). Em 2010, no Brasil, tivemos boa utilização das redes sociais em alguns momentos. Entretanto, ainda há um longo caminho a se percorrer nos próximos anos, a fim de alcançar o ponto ideal e não transformar tweets relacionados à política em “spam”.