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Desde que Obama obteve um sucesso ímpar ao utilizar Internet para sua campanha política em 2008, a web e as redes sociais entraram no radar do marketing político. Nesse artigo, proponho uma reflexão sobre os pontos que poderão ser trabalhados nas próximas eleições.
Em 2008, a equipe de Obama deu destaque a 3 meios online: e-mail, mensagens de texto e site. Dessa forma, foram aos americanos em busca de verba e engajamento. Foi formada uma comunidade que produzia conteúdo e atuava em prol do candidato.
Desde então, Facebook e Twitter aumentaram exponencialmente a participação na vida dos internautas. Em 2012, a expectativa é a utilização dessas ferramentas integradas, em sincronia, e-mail, mensagens de texto, site e aplicativos (principalmente nos EUA). No Brasil, os aplicativos para celular e tablets ainda não compõem uma fatia tão significante do mercado quanto as redes sociais em si.
Indico 3 caminhos para os marketeiros políticos em 2012.
1) Controlar a comunicação através das redes sociais
A liberdade na Internet é imensa e não é possível controlar como as pessoas vão utilizar as mensagens e o que vão falar de determinado político. Além de enviar a mensagem que deseja, nas redes sociais, o político pode conversar diretamente com o eleitor. Esse ano, Obama disse via YouTube que iria se candidatar para a reeleição. O controle da comunicação também vai passar por segmentação. Para exemplificar, a equipe de Obama criou diferentes contas de Twitter para os 50 Estados americanos.
2) Aumentar integração e compartilhamento
Agora, ao acessar barackobama.com, há a opção de fazer login com o perfil do Facebook, facilitando o convite a amigos e o compartilhamento de mensagens. Há também um aplicativo no Facebook chamado: “Are you In” – utilizado pelo eleitor para demonstrar engajamento.
3) Criação de comunidade
Ferramentas como o blog permitem ao político criar um canal de comunicação onde suas ideias estão expostas. Ali, não há intermediários. Os leitores formam uma comunidade e, os mais engajados, propagadores do conteúdo. Essa estratégia também vai ao encontro do que expressei na dica 1. Com certeza, críticas e ofensas estarão presentes mas o mais importante é chegar aos indecisos – e nada melhor do que ter uma legião de eleitores engajados para tal.

Recentemente, o partido Social Democrata em Zurique utilizou o Facebook como plataforma para os eleitores sugerirem e votarem em ideias que eles gostariam de ver na prática. Quando os candidatos foram eleitos, eles utilizaram as ideias mais populares e inspiraram outros partidos a fazerem o mesmo. Aqui está o vídeo da campanha. Um ótimo exemplo de como a democracia e a web 2.0 têm tudo a ver.