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Presidente anuncia contratação no Twitter

Atletas e marcas esportivas ganharam um grande aliado na disputa diária por ampliar a comunicação. As redes sociais (ou mídia social), se bem utilizadas, trazem resultados expressivos para o mundo esportivo. Entretanto, é importante ter plena noção de quais são os riscos para atletas que aderem às redes sociais.

Atletas 2.0

Na Faculdade de Comunicação, era comum ouvirmos os professores de jornalismo esportivo relembrarem os “bons tempos” da cobertura. Uma época de ouro, para eles, uma vez que os atletas estavam em contato direto com os repórteres.

Sem assessores ou Zona Mista (área específica para entrevistar atletas), a liberdade era maior – jornalistas ficavam nos vestiários, comemoravam títulos abraçados aos jogadores e, por consequência, conseguiam escrever grandes matérias sobre os atletas. A proximidade facilitava a busca pela informação inusitada, a busca pela “humanização” do ídolo.

Mas os tempos mudaram. O esporte se tornou um dos empreendimentos mais lucrativos do planeta e o atleta foi alçado à condição de “popstar” – dezenas de assessores, dificuldade para conseguir uma declaração impactante e distanciamento da imprensa. Os jornalistas ficaram reféns das zonas mistas e coletivas.

Quando a situação já estava estagnada, a nova mídia (social) surgiu. Assim como a maioria das pessoas com acesso à Internet, os atletas aderiram ao meio. Em pouco tempo, o “intermediário” mudou. Ao invés de declarações ao microfone da TV, vieram os tweets, os posts em blog, o webchat.

Se antes, a relação de proximidade com o jornalista era considerada um diferencial para obtenção de informações, agora, a ligação é direta com o fã, o torcedor. Com isso, duas ilusões foram criadas. A primeira é a de que o ídolo é totalmente acessível.

É óbvio que houve um aumento do contato entre as partes envolvidas. Mas pode-se criar a ilusão de que o torcedor se transformou em mais um amigo do atleta. De que forma? Ao interagir diretamente com seu ídolo, algo praticamente impossível em gerações passadas, o fã pode ter sua pergunta respondida ou mesmo, seu comentário, referendado. Entretanto, a medida em que o atleta tem mais e mais conexões, fica difícil criar vínculos e as mensagens se tornam mais generalistas, menos pessoais.

Isso pode gerar decepção, por parte de um fã que não teve seu comentário respondido. Assim, o que inicialmente era positivo, passa a ser interpretado como “falta de consideração” do ídolo. Isso, sem contar que algumas vezes, não fica claro se é o atleta quem escreveu ou um assessor – mais um motivo para desconfiança.

A segunda ilusão (ponto de vista do ídolo) é de que a mídia social é uma espécie de “roda de amigos”. Há casos de atletas que usam o Twitter para desabafar, falar mal do chefe (treinador, presidente) ou de algum companheiro de equipe. Não há a percepção de que, por exemplo, um tweet pode ser pauta para uma reportagem.

Em outras situações, o problema é antecipar informações que poderiam ser melhor divulgadas pela imprensa. Os jornalistas perdem a exclusividade – o que pode resultar em menor exposição de determinado assunto/marca. Cabe analisar se algo deve ser dito via Twitter ou a um repórter de um meio de comunicação de massa.

É um equilíbrio complicado de ser alcançado.

O ideal é não entrar nas redes sociais sem planejamento e sem analisar os riscos envolvidos. Surge, então, um novo desafio às assessorias e aos atletas. Se bem utilizada, a mídia social pode potencializar a marca de um atleta – os resultados virão em vendas, exposição e imagem.