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No dia 17 de julho, o grupo Facebook começou a testar uma novidade no Brasil. Tirar o números de likes no Instagram das fotos. Ainda é possível executar a ação, mas não fica visível a quantidade de curtidas nos feeds. Alguns digital influencers e até o Presidente da República se manifestaram contra. Já outros apoiam a medida. Entenda agora o que realmente muda com o sumiços dos likes no Instagram e os motivos por trás dessa decisão de caráter ainda experimental no Brasil, Canadá e outros seis países. 

O motivo da decisão

Em nota, o Grupo Facebook declarou. “Não queremos que as pessoas sintam que estão em uma competição dentro do Instagram”. As curtidas geram uma comparação e busca por aceitação no meio online. Dessa forma, a rede social voltada para a postagens de fotos, busca incentivar às pessoas a compartilharem momentos, pensamentos e curiosidades, independentemente dos likes. “Esperamos que este teste irá tirar a ansiedade de não saber quantos likes um post vai receber, para que você possa se focar em compartilhar o que ama”. Essa foi a declaração dada pela chefe de políticas do Facebook na Austrália e na Nova Zelândia, locais que também já estão testando a retirada de likes. 

Os likes realmente se foram?

Likes Instagram

Na prática, não. Isso porque o “coração” ainda está lá. Você pode continuar curtindo os conteúdos no seu feed, mas a contagem de likes não vai publicizada nas fotos nem nos feeds. Só o próprio dono do perfil será notificado sobre as curtidas. O que continua público são os seus amigos que curtem os mesmo conteúdos que você. 

Como era o feed

Instagram

Como está o feed atualmente

likes

Instagram e saúde mental 

As redes sociais não são uma invenção pós-moderna que surgiu com a Internet. Por definição, rede social é uma ligação social entre pessoas e organizações que são conectadas a partir do momento que partilham de valores, costumes e objetivos comuns. 

As redes sociais online, essas sim Facebook, Instagram, Whatsapp, Twitter, entre tantas outras, são uma forma de ampliar a sociabilização já praticada no cotidiano, pessoalmente. 

Onde se quer chegar aqui é que, assim como o ser humano precisa de aceitação social nas relações na escola, local de trabalho, roda de amigos, o mesmo acontece com as redes sociais. No entanto, tudo em maiores proporções, seja pela não territorialidade, velocidade de informações, e identidade encobertas. Nesse contexto, a aceitação vem através de comentários, seguidores e, claro, das curtidas.  A partir disso, uma cobrança e medo de não pertencimento tem afetado os usuários, gerando uma constante ansiedade. 

De acordo com a pesquisa realizada pela instituição de saúde pública do Reino Unido, Royal Society for Public Health, em parceria com o Movimento de Saúde Jovem, o Instagram é a rede social mais prejudicial para a mente dos jovens. Entre os aspectos analisados na pesquisa estão quantidade de horas dormidas, auto-identidade e auto-expressão, depressão, ansiedade e outros 9 quesitos. A pesquisa foi feita com 1.500 pessoas entre 14 e 24 anos no Reino Unido. 

Como declarou a CEO da RDPH, Shirley Cramer, a plataforma com maior prejuízo para a saúde mental e bem-estar está associada a imagem. Com isso, pode-se provocar sentimento de inadequação e ansiedade, sobretudo nos jovens. E esse sintoma deve ser uma preocupação de toda a sociedade. 

Outra hipótese sobre o tema 

Apesar da questão da saúde mental, o que vem sendo levantado é que a medida pode ter interesses financeiros. Hoje, os digital influencers e outros usuários conseguem comprar curtidas. Dessa forma, conseguem dar visibilidade às postagens e ao próprio feed. Com o fim das curtidas, os adeptos dessa prática terão que comprar alcance do próprio grupo do Facebook, patrocinando as postagens. 

Para as marcas e digital influencers

A ausência dos números pode ser prejudicial para as subcelebridades que dependem de anunciantes para se promover. Para as empresas que investem nesse tipo de anúncio a questão é: as métricas de vaidade são o parâmetro ideal para escolher um digital influencer para ser a voz da sua marca? 

O YouPix reuniu seis pontos estratégicos para serem avaliados na hora de buscar um digital influencer. São eles: valores, nível de conforto, conteúdo, engajamento real, morfologia da rede e credibilidade. Leia mais sobre cada um desses tópicos clicando aqui

Basicamente, o que é preciso analisar é quem são os seguidores do digital influencer, se são o seu público-alvo, e que tipo de conteúdo essa personalidade produz e com que sentido. É isso que deve ser determinante para estabelecer uma parceria de negócios. 

As curtidas nas fotos são apenas uma métrica de vaidade. E não são a melhor forma de analisar performance sobre a produção de conteúdo. Aqui no blog já foi falado sobre a compra de seguidores nas redes sociais, que está muito associada às métricas de vaidade. Se quiser entender melhor a temática, pode conferir nesse texto

Perfis das marcas

Para os perfis das marcas a medida pode parecer prejudicial na medida em que muitos usuários se interessam por assistir ou parar para ler um conteúdo dependendo da popularidade dele no feed naquele momento. Ou seja, os likes no Instagram deixados por outros usuários. 

No entanto, elencamos algumas formas de como as marcas e os influenciadores podem se guiar nesse momento.

Conteúdo é rei 

É um momento de filtrar ainda mais os conteúdos e priorizar a produção de sentido, criatividade e qualidade do que está sendo veiculado

O engajamento por meio de likes deveria ser visto não como uma busca incessante em quem tem números astronômicos nas curtidas de cada foto. Mas, como uma forma de identificar seguidores qualificados, que genuinamente são impactados por aquele conteúdo, aquela marca. 

Hoje fala-se muito mais na influência genuína. Seja da marca, ou de um influenciador. Por isso, ultimamente temos visto influenciadores bem menores, de nicho, sendo reconhecidos e ocupando espaço no mercado.

Um exemplo emblemático de que somente números não convertem, é o caso da influenciadora Arii. Em maio deste ano foi revelado que Arii, então com mais de 2 milhões de seguidores no Instagram, lançou uma linha de camisetas e não conseguiu vender mais do que 36 peças. 

Digital Influencer

Por isso, tanto para as marcas quanto para influenciadores, é essencial produzir conteúdos relevantes para sua audiência. E, que realmente conversem com o público. Ser visto e influenciar pessoas é sobre construir uma comunidade que acredita nos valores de uma marca, no que pratica um influenciador, seu lifestyle. As redes sociais demandam transparência e vulnerabilidade dos produtos de conteúdo.  

Foco em métricas mais estratégicas 

Diversos influenciados estão celebrando a mudança. Porque isso significa poder voltar a focar no que realmente importa. Ou seja, a interação por meio de comentários, investir em mídia kit para mostrar engajamento e formas de conversão. Além de mais liberdade para produzir, agora que o objetivo não é mostrar os likes em uma foto, mas sim sentimentos e ações que os conteúdos geram.

Métricas para prestar atenção: cliques no link disponível na descrição da bio, visualizações dos stories (que sempre foram ocultas do público), alcance do perfil, qualidade e número de comentários. Além de tantas outras que podem variar de estratégia para estratégia.