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Deu na Folha de S. Paulo: Fiscal ganha U$1 por hora para ‘faxinar’ o Facebook – funcionário de empresa contratada pelo site para moderar conteúdo vaza cartilha com orientações específicas.


Para quem não acompanhou o caso, explicamos. Recentemente, o marroquino Amine Derkaoui, um funcionário revoltado com as condições de trabalho (e o pagamento) de sua empresa terceirizada do Facebook, forneceu ao site Gawker alguns documentos internos, que lançam luz sobre como a rede social censura o conteúdo que não quer que você veja.

Em um dos trechos da matéria do jornal é descrita a dinâmica do trabalho de Derkaoui:
“O moderadores – cerca de 50 pessoas, que trabalham remotamente em países da África e da América Central – contam com uma ferramenta que mostra imagens, vídeos e publicações em murais denunciadas pelos usuários da rede social. A função deles é remover o conteúdo imediatamente, caso ele fira as regras do Facebook, mantê-lo, caso não haja nada errado, ou, em casos mais complicados, remetê-lo para avaliação de funcionários do Facebook.”

Dentre os conteúdos impróprios estão, por exemplo, fotos de pessoas bêbadas e inconscientes, ou de pessoas dormindo com desenho no rosto e montagens fotográficas que envolvam pessoas em uma situação negativa. E, basicamente, assuntos que permeiem os temas de pornografia, racismo e bullying.

Não é a primeira vez que o Facebook é alvo de polêmicas envolvendo sua forma de retirar o conteúdo, mas desta vez os funcionários das empresas terceirizadas é quem estão se revoltando: “Pense em um canal de esgoto”, um moderador explicou durante um bate-papo no Skype, “e toda a bagunça/sujeira/resíduos do fluxo escoa em sua direção e você tem que limpá-lo.”

Curiosidade! Entre as orientações para retirada de conteúdo está uma prática que é velha conhecida de Mark Zuckerberg: fotos que comparam pessoas lado a lado são proibidas. Ironicamente, Zuckerberg, antes de criar o Facebook, foi hit em Harvard com o FaceSmash, que classificava as estudantes da universidade através dessa comparação.