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As eleições se aproximam e a disputa pela Presidência da República continua indefinida. Eleição de reviravoltas!

Uma candidata começa disparada, com grande chance de vencer no primeiro turno. Uma tragédia retira um dos seus rivais da disputa e sua vice assume equilibrando muito a balança das eleições. No jogo do marketing político, as coisas se equilibram novamente e a antiga favorita ganha espaço novamente. Na reta final, o terceiro candidato começa a mostrar força e embaralha a briga pelo segundo turno.

Esse é o panorama da disputa presidencial de 2014.

Esse ano temos onze candidatos à Presidência. Um número muito grande de pessoas tentando alcançar o cargo máximo da política brasileira. No entanto, isso gera uma disparidade cujo vilão é o famoso “tempo de propaganda”. Coligações com menos representantes eleitos no Congresso têm menos tempo na TV.

Mesmo assim, as redes sociais apareceram como uma ferramenta para todos os candidatos. Uma forma de falar o tanto que quiserem, destilarem suas propostas e, muitas vezes, acusações. É um canal mais direto para um perfil de eleitor diferente do que assiste à TV. É o caminho ao eleitor majoritariamente jovem.

Pensando nisso, a E-Dialog desenvolveu um infográfico comparando a força da presença dos candidatos no Facebook (pelo número de curtidores das páginas oficiais – alguns candidatos não têm páginas oficiais, e, dessa forma, foi usado o número da página com maior número de seguidores). Ao mesmo tempo, avaliamos o quanto esses números batem com as da pesquisa do IBOPE de 30 de setembro de 2014.

Foram pensados três cenários: o atual, com Marina concorrendo pelo PSB; o anterior à morte de Eduardo Campos, com o ex-governador de Pernambuco ainda na corrida eleitoral; e um cenário com Campos e Marina concorrendo juntos, uma situação impossível de acontecer, mas que serve à curiosidade.

IMPORTANTE

O infográfico não tem intenção de ser uma amostra científica. Foram somados os curtidores de todas as páginas e a porcentagem dos candidatos foi medida a partir daí. Para simplificar, todas os números decimais abaixo de 5 foram arredondados para zero. Os decimais acima de 5 foram arredondados para cima. Exemplo: se um candidato apresentou 23,3% de curtidores, seu número foi arredondado para 23%. Se ele tinha 29,6%, o número foi para 30%.

O número de curtidores foi colhido no dia 30 de setembro de 2014, ao meio-dia.

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Interessante reparar em alguns pontos

– A presença de Dilma no Facebook é mais fraca que a de Marina (que sempre angariou a simpatia do público geral jovem, mais presente na internet) e até mesmo que a de Aécio Neves.

– Outra diferença expressiva é uma maior relevância de Luciana Genro no Facebook. De 1% nas pesquisas a 4% dos curtidores do Facebook. Eduardo Jorge, do PV, o “presidente da zuera”, finalmente surge com 1% dos curtidores, enquanto na pesquisa ele não atinge esse percentual. A presença de Pastor Everaldo também é mais forte. Ele atinge 6% dos curtidores. Sua página é a mais expressiva excetuando-se os candidatos “grandes”: 307.821 seguidores.

Reflexo da tragédia

– Em 22 de julho, Eduardo Campos tinha 8% das intenções de voto, de acordo com o IBOPE.

Depois de sua morte, muitas pessoas passaram a buscar conhecer melhor o ex-governador e, parece, isso refletiu na sua página do Facebook. Curtidores fazem dela a segunda maior entre Dilma, Aécio e sua vice, Marina (que tem a página mais curtida). O reflexo de sua morte faz com que ele vença as “eleições no Facebook” quando o cenário é montado com ele no lugar de Marina Silva. De qualquer forma, no Face, o PSB leva a Presidência da República. Força da legenda, carisma de seus candidatos ou a exposição trazida pelo acidente que matou Campos? Quem ganha com a ausência de Marina Silva (ex-candidata do PV à Presidência em 2010) é justamente o atual candidato do Partido Verde, Eduardo Jorge. Sua presença na rede salta de 1% para 2%.

– Unindo Campos e Marina em uma eleição hipotética no Facebook, os candidatos do PSB teriam, juntos, 54% dos curtidores. Marina com 29% e Eduardo com 25%. Aécio teria 20% e Dilma cairia a 16%. O universo de curtidores aumenta para 7.378.683.

“Nanicos”

– Finalmente, os demais cinco candidatos que continuam numericamente irrelevantes para a decisão da eleição. Juntos, eles ultrapassam por pouco a marca de 1%. Destaque o crescimento assustador de Levy Fidelix (PRTB) depois de suas declarações homofóbicas no debate da Record.